
Casa Histórica de Tucumán, a casinha da independência
A Casa Histórica de Tucumán (Casa Histórica de la Independencia) é uma casa colonial no centro de San Miguel de Tucumán. Ali o Congresso de Tucumán proclamou a independência argentina em 9 de julho de 1816. Hoje é museu e um dos lugares mais simbólicos do norte da Argentina.
A casa onde se declarou a independência argentina foi quase toda demolida em 1903. Só uma sala se salvou, e décadas depois o resto foi reconstruído a partir de fotografias de 1869.
A história da Casa Histórica de Tucumán
A casa original foi erguida na década de 1760. Segundo a versão mais difundida, o comerciante Diego Bazán y Figueroa mandou construí-la como dote para a filha Francisca, casada com o espanhol Miguel Laguna. Era uma casa senhorial, com zaguão, dois cômodos junto à entrada, um primeiro pátio cercado de quartos, três salões principais, um segundo pátio e dependências de serviço. Quase não tinha adornos, exceto molduras com colunas salomônicas dos dois lados da porta.
Depois da batalha de Tucumán, em 1812, o governo revolucionário alugou a casa e a usou como quartel. Em 1816 ela foi destinada às sessões do Congresso de Tucumán, que ali funcionou de março daquele ano até o início de 1817. Para maior comodidade derrubou-se uma parede entre duas salas, e no salão ampliado foi declarada a independência em 9 de julho de 1816. A rua, então chamada Calle del Rey, passou a se chamar Congreso.
Com a mudança do Congresso para Buenos Aires, a casa voltou aos proprietários e foi se deteriorando. Em 1869 o fotógrafo Ángel Paganelli tirou as primeiras imagens conhecidas, que mostravam a frente em estado de ruína. Em 1874 o Estado nacional a adquiriu e a destinou aos Correios, e em 1903 mandou demoli-la quase por completo. Só se conservou o Salão do Juramento, coberto em 1904 por um pavilhão art nouveau de tijolo, ferro e vidro.
Em 1941 a casa foi declarada Monumento Histórico Nacional e decidiu-se reconstruí-la. A obra, dirigida pelo arquiteto Mario J. Buschiazzo, baseou-se nas fotografias de 1869, nas plantas do processo de compra e nas fundações encontradas sob a terra. Começou em 1942 e foi inaugurada em 24 de setembro de 1943. Usaram-se tijolos em vez de adobe, e alguns cômodos do fundo foram omitidos para facilitar a circulação. O terceiro pátio foi substituído por outro de inspiração moderna, com dois grandes baixos-relevos da escultora Lola Mora, um sobre a Revolução de Maio e outro sobre a votação da independência.
Em 1947 o presidente Juan Domingo Perón proclamou ali a independência econômica do país, após a quitação da dívida externa. Em 1971 um grupo da organização Montoneros ocupou brevemente o edifício e pintou as paredes internas. Em 1996, após uma pesquisa histórica, portas e janelas foram pintadas de azul, a cor comprada em 1816. Desde 1992 San Miguel de Tucumán é capital do país a cada 9 de julho, e a casa é o centro das comemorações.
Curiosidades da Casa Histórica de Tucumán
- Da casa original só se conserva o Salão do Juramento; o resto é uma reconstrução de 1942-1943.
- Na reconstrução usaram-se telhas compradas em demolições de várias cidades do país e tijolos dos mesmos tipos dos originais.
- Em 1996 portas e janelas foram pintadas de azul porque um documento provou que em 1816 o governo provincial comprou tinta dessa cor; sondagens nas portas do Salão do Juramento também o confirmaram.
- Uma tradição familiar dizia que a casa fora doada para o Congresso, mas um historiador demonstrou em 1974 que ela foi alugada ao Estado.
- Desde 1968 um espetáculo de luz e som, “Tucumán Cita a la Patria”, evoca os fatos de 1816 com vozes de figuras da cultura argentina da época.
- Segundo as fontes, a data da reinauguração, 24 de setembro de 1943, coincidiu com o aniversário da batalha de Tucumán.
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Como visitar a Casa Histórica de Tucumán
- É sede do Museu Nacional da Independência, com nove salas que exibem móveis e vestuário da época, mapas, quadros e reproduções da Ata da Independência.
- A sala mais importante é o Salão do Juramento, com a mesa e o grande candeeiro que presidiram as sessões do Congresso.
- Os pátios, em especial o da cisterna com árvores da região e o dos baixos-relevos de Lola Mora, são parte central da visita.
- À noite há um espetáculo de luz e som; convém conferir os dias e horários atuais antes de ir.
- Ao lado da casa fica a Plaza de los Congresales, um espaço público criado em terrenos adquiridos em 1976.
Horários, acesso e condições podem mudar. Confira antes de ir.
Mapa: onde fica Casa Histórica de Tucumán
Fotos de Casa Histórica de Tucumán





Perguntas
O que é a Casa Histórica de Tucumán?
É uma casa colonial de San Miguel de Tucumán onde o Congresso de Tucumán declarou a independência argentina em 9 de julho de 1816. Hoje abriga o Museu Nacional da Independência.
Onde fica a Casa Histórica de Tucumán?
No centro de San Miguel de Tucumán, na Calle Congreso.
A casa é original?
Só em parte: em 1903 foi demolida quase por completo, conservando-se o Salão do Juramento. O resto foi reconstruído em 1942-1943 com base em fotografias de 1869 e nas fundações.
Dá para visitar a Casa Histórica de Tucumán por dentro?
Sim, funciona como museu com nove salas de exposição. Dias e horários mudam, então vale conferi-los antes de ir.
Quem dirigiu a reconstrução?
O arquiteto Mario J. Buschiazzo, com uma comissão que incluía Ricardo Levene e Martín Noel.
O que é o espetáculo de luz e som?
É um espetáculo gravado, inaugurado em 1968, que recria os momentos anteriores à declaração da independência e a aprovação da ata.
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