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Fachada da Catedral de San Miguel de Tucumán diante da Plaza Independencia
Igreja e conventoNoroeste andino

Catedral de Nossa Senhora da Encarnação de Tucumán

A Catedral de San Miguel de Tucumán, dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, é a igreja matriz da cidade e fica diante da Plaza Independencia, na Calle 24 de Septiembre. O estilo eclético, o pórtico neoclássico e as torres com cúpulas fazem dela parada obrigatória para quem procura o que ver em Tucumán.

As cúpulas avermelhadas de suas torres costumam ser chamadas de “russas”, o relógio da torre pertenceu ao Cabildo e uma cruz de quebracho da antiga cidade de Ibatín ainda é venerada no interior.

OndeCalle 24 de Septiembre, diante da Plaza Independencia, centro de San Miguel de Tucumán
TipoCatedral católica de estilo eclético, inaugurada em 1856
Ideal paraArquitetura religiosa, história tucumana e quem percorre o centro histórico da cidade
Como chegarNo centro de San Miguel de Tucumán, diante da Plaza Independencia, antiga praça principal

A história da Catedral de Tucumán

O atual local da catedral remonta a 1685, quando a cidade de San Miguel de Tucumán foi transferida de seu sítio de fundação em Ibatín pelo governador Fernando de Mendoza y Mate de Luna. Por muito tempo a igreja matriz foi um humilde edifício de adobe com telhado de duas águas de telhas curvas, que guardava alguns detalhes simples do barroco colonial hispano-americano.

Em meados do século XIX, o governo provincial, chefiado por Celedonio Gutiérrez, decidiu construir um novo templo. O projeto e a direção das obras foram confiados ao arquiteto de origem basco-francesa Pierre Etcheverry, conhecido na Argentina como Pedro Etcheverry, que deu ao edifício o aspecto atual. O resultado foi uma das grandes construções religiosas de estilo eclético do norte do país, que chamou a atenção de viajantes e publicistas da época. O novo templo foi inaugurado em 19 de fevereiro de 1856 e recebeu a bênção do vigário frei Mamerto Esquiú.

O exterior combina um pórtico de seis colunas de ar neoclássico com torres de inspiração italiana, rematadas por cúpulas avermelhadas em forma de bulbo, muitas vezes chamadas de estilo russo. No frontão há um friso de mármore do escultor Juan Bautista Finocchiaro que representa o Êxodo: Moisés descansa sob uma árvore enquanto os israelitas lhe trazem cachos de uva, alusão a Tucumán como cidade cercada de pomares férteis. Sobre o frontão ergue-se uma estátua de mármore branco da Virgem Maria. A cúpula do cruzeiro, em meia-laranja e com lanterna, é revestida de mosaicos em que predominam as cores da bandeira argentina.

O interior, de planta basilical em cruz latina, transmite amplitude graças às colunas esbeltas e à boa luz natural. Uma grande reforma entre 1938 e 1940 lhe deu o aspecto neoclássico atual. No lugar de um altar-mor monumental há uma réplica a óleo da Anunciação de El Greco, e o arco anterior ao coro é decorado com afrescos do francês Félix Revol sobre a Criação do Mundo. Num braço do transepto guarda-se uma cruz de quebracho que a tradição liga à fundação da cidade em Ibatín e à qual se atribui caráter milagroso. Há ainda duas pequenas estátuas de São Judas Tadeu e São Simão, padroeiros de Tucumán, e os sepulcros de figuras como o bispo José Eusebio Colombres, Alejandro Heredia e Gregorio Aráoz de Lamadrid.

A história eclesiástica do templo avançou com o país: a diocese de Tucumán foi estabelecida em 1897 e, em 1957, tornou-se arquidiocese, com a catedral como igreja principal. Segundo a Wikipédia italiana, foi declarada monumento nacional em 1941. Hoje continua sendo um dos edifícios mais reconhecíveis do centro histórico tucumano.

Curiosidades da Catedral de Tucumán

  • As torres terminam em cúpulas avermelhadas em forma de bulbo, de estilo rococó, que o povo chama de “russas”, um remate pouco comum na arquitetura da região.
  • O relógio da torre esquerda foi comprado na Grã-Bretanha na década de 1840 e esteve no Cabildo; passou à catedral depois da inauguração da Casa de Governo em 1912.
  • Os sinos de bronze são anteriores ao edifício atual: foram fundidos em Chuquisaca no tempo do domínio espanhol.
  • No interior é venerada uma cruz de quebracho que a tradição liga à época de fundação da cidade em Ibatín.
  • O friso de mármore do frontão retrata o Êxodo com cachos de uva, uma referência à fertilidade dos arredores de Tucumán.
  • São Judas Tadeu e São Simão, padroeiros de Tucumán, são lembrados aqui por uma vitória sobre os calchaquíes em outubro de 1578.

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Como visitar a Catedral de Tucumán

  • A catedral fica na Calle 24 de Septiembre, diante da Plaza Independencia, no coração da cidade.
  • Vale olhar o friso do frontão, a cúpula de mosaicos e as torres antes de entrar.
  • No interior destacam-se a réplica da Anunciação de El Greco, os afrescos de Félix Revol e a cruz de quebracho.
  • As fontes não informam horários de funcionamento nem de missas: convém conferir os atuais antes de ir.
  • A poucos passos fica a Casa Histórica da Independência, outro ponto imperdível da cidade.

Horários, acesso e condições podem mudar. Confira antes de ir.

Mapa: onde fica Catedral de San Miguel de Tucumán

Fotos de Catedral de San Miguel de Tucumán

Vista da catedral de Tucumán
Outra vista da catedral de Tucumán
A catedral de San Miguel de Tucumán vista da praça
A catedral à noite e a entrada do Paseo de la Independencia
Catedral de San Miguel de Tucumán, torres e pórtico

Perguntas

O que é a Catedral de San Miguel de Tucumán?

É a igreja matriz da cidade, dedicada a Nossa Senhora da Encarnação. O templo atual, de estilo eclético, foi inaugurado em 19 de fevereiro de 1856.

Onde fica a catedral de Tucumán?

Na Calle 24 de Septiembre, diante da Plaza Independencia, no centro de San Miguel de Tucumán.

Quem projetou a catedral de Tucumán?

O arquiteto de origem basco-francesa Pierre Etcheverry, chamado de Pedro Etcheverry na Argentina, por encomenda do governo provincial de Celedonio Gutiérrez.

Por que as cúpulas da catedral são vermelhas?

As fontes apenas indicam que as torres terminam em cúpulas avermelhadas em forma de bulbo, de estilo rococó, comumente chamadas de estilo russo.

O que se vê dentro da catedral?

Uma réplica da Anunciação de El Greco, afrescos de Félix Revol, uma cruz de quebracho da época da fundação e os sepulcros de personagens da história tucumana.

O que mais há perto?

Bem perto fica a Casa Histórica da Independência, e a cerca de 92 quilômetros estão as Ruínas de Quilmes.

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